Mudança, TI e negócio

A mudança está hoje indiscutivelmente associada ao mercado global onde nos encontramos e assim estará mais mais no futuro. Estar na liderança significa estar atento aos riscos e oportunidades que essas mudanças trazem. Aproveitar as oportunidades, combater os riscos e manter a visão é a fórmula para o sucesso. No entanto, estas mudanças significam alterações na forma como as empresas fazem negócio e inevitavelmente alterações estruturais dentro da empresa.

Inegavelmente, as TI (Tecnologias de Informação) hoje são um elemento indissociável às operações da empresa, por isso as TI terão de acompanhar essa alterações e evoluir de modo a criar e melhorar as capacidades operacionais necessárias para os objectivos da empresa, cada vez mais mutáveis.

Infelizmente muitas empresas ignoram esta associação e tendem a esquecer as TI por completo, resultando num erro que as levam a não conseguir agarrar as oportunidades e falhar os seus objectivos.

Para lutar neste mercado agressivo é imperativo investir em estratégias de TI iterativas que são ajustadas com frequência suficiente para manterem as capacidades operacionais da empresa de acordo com os objectivos de negócio. Apenas assim será conquistada e perpetuada a liderança.

Infelizmente em Portugal, muitas PME, e mesmo grandes empresas, não tem a mesma visão relativamente às TI. Conheço casos em que são contratados “responsáveis pela informática” que o único papel é fazer manutenção de sistemas. Um computador avaria, uma impressora que não imprime, um sistema operativo que está lento, etc etc. São estas as tarefas rotineiras e quase desprezáveis dos “responsáveis pela informática“. O problema é que a empresa não consegue perceber que esses “responsáveis pela informática” são, muitas vezes, ignorantes no que diz respeito ao negócio da empresa e que essas pessoas apenas estão a trazer prejuízo à empresa.
Pergunte ainda hoje ao seu “responsável pela informática” o que deve se feito para atingir o objectivo de negócio X. Pergunte-lhe de que forma ele está a contribuir para a visão da empresa. Peça-lhe para quantificar o retorno do seu ultimo investimento em sistemas de informação. Pergunte-lhe quais são as estratégias dele para os próximo três meses e de que forma essas estratégias estão alinhadas com os objectivos de negócio. Pergunte-lhe, ainda, que capacidades operacionais são necessárias para a empresa atingir os objectivos, e quais os sistemas de informação estão projectados para conseguir essas capacidades operacionais. Existem tantas perguntas que poucos “responsáveis pela informática” conseguem responder simplesmente porque eles não entendem o negócio e, mais grave, não entendem o papel deles.

Não contrate “responsáveis pela informática“. Devem ser criadas estruturas de gestão dentro da empresa e criar o papel de CIO. Um CIO deve entender o negócio da empresa tão bem como o responsável máximo da empresa. Deve conhecer o panorama do mercado, incluindo concorrência, oportunidades, riscos, factores geográficos, sociais, económicos e políticos que influenciam o negócio, fornecedores e clientes, etc. etc. Peça-lhe para criar estratégias e executar planos para melhorar as capacidade operacionais e consequentemente ajudar a atingir os objectivos da empresa. Dê-lhe autonomia e condições para colocar a empresa na liderança.

As TI transformam industrias e mercados. Tenha as TI do seu lado e não contra si.

Written by j.pereira on December 21st, 2007 with 1 comment.
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1 comment

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Get your own gravatar by visiting gravatar.com Marco Pais
#1. February 22nd, 2008, at 10:13 PM.

Concordo. Posso ainda acrescentar que, além de não ser vantajoso para uma empresa ter um “responsável pela informática“ deste género, é de igual forma mau para o dito profissional. Um “responsável pela informática“ que se limite aos backups de informação, formatações ou troca de hardware, dificilmente aguentará um “emprego” destes. Bom, a não ser que trabalhe numa repartição das finanças. Os organismos da função pública são, aliás, os primeiros dar o mau exemplo. Existem bons profissionais, sim sr. Existem aqueles que inovam, simplificam processos, procuram melhor a vida dos portugueses, mas a maioria são os simples “rapazes dos computadores”. Falo com conhecimento de causa.

Felizmente, existem já muitas “novas empresas”. Gente que já tem a visão para perceber que as TI disponibilizam as melhores ferramentas que fazem crescer o negócio. Acredito que cada vez mais, o “rapaz dos computadores” se aproxime do CIO. Para bem dele aliás. Cada vez mais, concordo contigo, terá de fazer parte do negócio, e não ser uma muleta do mesmo.

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